22/05/2024

Volcanic anuncia investimento de R$ 150M em aquisições e novas linhas de medicamentos

Startup especializada em tratamentos fitoterápicos vai expandir seu portifólio para oferecer uma medicina preventiva e personalizada.

 

Pioneira na comercialização de remédios à base de cannabis, a Volcanic está ampliando sua linha de atuação para comercializar suplementos conhecidos como OTX, aqueles oferecidos fora do balcão da farmácia com indicação médica, além de medicamentos, suplementos e dermocosméticos de precisão.

 

Com esta estratégia ousada de expansão no mercado de saúde e bem-estar, a Volcanic anuncia que somente em 2024 irá investir R$ 20 milhões, que inclui a aquisição das operações da Elleven Health Care, especializada em suplementos OTX e produtos de cannabis, e a abertura de um laboratório em São Paulo focado em tratamentos de precisão. Com a aquisição, a empresa passa a disponibilizar imediatamente para a classe médica 14 produtos de cannabis além de dispor de 18 formulações de produtos complementares para serem lançadas nos próximos meses, marcando seu compromisso com a inovação e liderança no setor de saúde integrativa.

 

De acordo com o CEO da Volcanic, Pelayo Gutiérrez, o objetivo é oferecer tratamentos baseados em evidências científicas que busquem tratar as doenças de forma personalizada, entendendo a saúde como um conjunto que associa estes tratamentos a uma mudança no estilo de vida. “Algumas patologias necessitam de outros tipos de medicamentos que não são só os feitos à base de cannabis. Estamos ampliando nosso portfólio para atender a estes pacientes, e melhorar a vida de cerca de 80 milhões de pessoas que sofrem de doenças crônicas, refratárias e de males que não respondem aos tratamentos alopáticos ou tem grandes riscos de efeitos adversos”, explicou.

 

Com um ano de atuação, a Volcanic oferece produtos importados à base de cannabis medicinal para ajudar pacientes com doenças crônicas, doenças do sistema nervoso central e saúde mental.

 

Segundo Gutiérrez, a opção pela cannabis veio de uma decisão de mercado, ao olhar nichos com alto potencial de crescimento para concorrer de forma rentável com grandes grupos farmacêuticos. “Começamos com a cannabis porque identificamos uma linha de soluções para males que os medicamentos tradicionais não estavam conseguindo resolver, como dor crônica, insônia, autismo, epilepsia e doenças neurodegenerativas”, contou.

 

Para ele, o tratamento com a cannabis também tem um propósito pessoal: seu pai, vítima de câncer, só obteve alguma qualidade de vida quando associou os medicamentos ao tratamento convencional com quimioterapia.

 

Hoje, a Volcanic está posicionada entre uma das principais marcas do segmento, e, neste último ano, tem sido a empresa de mais rápido crescimento do mercado de cannabis em termos de venda e pacientes atendidos. Até 2026, a empresa projeta alcançar um faturamento anual de R$ 150 milhões, o que irá corresponder a 0,48% do mercado endereçável acessível da empresa, estimado, hoje, em R$ 31 bilhões no Brasil.

 

Nesta nova etapa da empresa, o diretor médico será o Dr. José Roberto Lazzarini, responsável pelo desenvolvimento do primeiro medicamento brasileiro da história, o Acheflan, e cofundador e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Fitomedicina (SOBRAFITO).

 

Nova experiência de tratamento personalizado

Previsto para ser aberto no segundo semestre, o laboratório vai oferecer uma solução “one-stop-shop” de medicamentos, suplementos e dermocosméticos de precisão.

 

Além disso, incorporando a importação de remédios com laboratório de manipulação, a Volcanic terá um ecossistema completo e pioneiro, integrando produtores farmacêuticos, médicos e pacientes, o que permitirá oferecer tratamentos com mais qualidade e aumentar a rentabilidade da empresa. “Vamos oferecer tratamentos diferenciados de máxima qualidade com preços competitivos, e com um potencial de inovação e personalização totalmente disruptivo”, comentou o CEO.

 

A companhia mira em novas aquisições para atingir um crescimento acelerado de forma inorgânica, assim como novas parcerias.

 

Para Guitérrez, o movimento de M&A favorece a ambos os lados, pois aumenta a rentabilidade da companhia, ao mesmo tempo em que favorece outras startups que, mesmo com uma boa receita, não apresentam lucratividade. “O futuro da medicina é preventivo e personalizado”, concluiu.

 

Conheça mais em: https://wearevolcanic.com/